Rostos nublados e enigmáticos
Mãos frias e preocupadas
Gargantas secas
E uma vontade contida de gritar.
Olhos vagos de pensamentos
Bocas vazias de palavras
Momento estático
E um arrepio congelante pelo corpo.
Talvez o último dia
O último momento tenebroso
Quem sabe o que houve?
Nem quem esteve lá se lembra.
A lembrança repugnante atormenta
Os espelhos parecem escutar
Tudo aquilo que se diz em pensamento
Invade espíritos e destrói sem falhar.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Desagarro
Não desista
Não se limite
Faça o que há para ser feito
Quebre o meu sorriso
Destrua meu pensamento
E faça, sem hesitar ou mentir, o que quiser.
Viva sem mim, e me obrigue a fazer o mesmo
Me mate de chorar, triplique a minha angústia
Mas seja feliz.
Desgoste seu passado, esqueça-o.
Recomece, invente e seja
Tudo aquilo que, mesmo sem saber, eu não te deixei ser.
Não se limite
Faça o que há para ser feito
Quebre o meu sorriso
Destrua meu pensamento
E faça, sem hesitar ou mentir, o que quiser.
Viva sem mim, e me obrigue a fazer o mesmo
Me mate de chorar, triplique a minha angústia
Mas seja feliz.
Desgoste seu passado, esqueça-o.
Recomece, invente e seja
Tudo aquilo que, mesmo sem saber, eu não te deixei ser.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Chuva
Preste atenção na chuva
Ouça o que ela tem a lhe dizer
Escute a voz suave do vento
Entenda o que você tem a fazer
A vida não é feita de fantasias
Tudo tem seu preço para se realizar
Mas vale a pena mergulhar nas suas utopias
Para fugir da verdade que aí está
Escute o canto suave da chuva
As gotas desenhando um leve pranto sobre você
O vento grita tentando abrigar-se
Nada mais consegue do que se render
Gotas de cristal, de prata que caem do céu
Um paraíso intocável que parece irreal
Posso ver no fundo da tua alma o gosto de fel
Vejo que morres para fugir de todo o mal
Não temas! Entregue-se...
Ao prazer e o pesar
De mergulhar nessa mistura doce
De vento de chuva
De beleza e dúvida
De sofrimento e mágoa
De ar e água
De real e sonho
De vivo e morto
Os raios de luz que partem dos teus olhos
Me acalmam numa doce angústia
No meu pecado de amar
No meu erro te sofrer
Em insistir no existir
Pensando só em mim
Sem medo de morrer.
Ouça o que ela tem a lhe dizer
Escute a voz suave do vento
Entenda o que você tem a fazer
A vida não é feita de fantasias
Tudo tem seu preço para se realizar
Mas vale a pena mergulhar nas suas utopias
Para fugir da verdade que aí está
Escute o canto suave da chuva
As gotas desenhando um leve pranto sobre você
O vento grita tentando abrigar-se
Nada mais consegue do que se render
Gotas de cristal, de prata que caem do céu
Um paraíso intocável que parece irreal
Posso ver no fundo da tua alma o gosto de fel
Vejo que morres para fugir de todo o mal
Não temas! Entregue-se...
Ao prazer e o pesar
De mergulhar nessa mistura doce
De vento de chuva
De beleza e dúvida
De sofrimento e mágoa
De ar e água
De real e sonho
De vivo e morto
Os raios de luz que partem dos teus olhos
Me acalmam numa doce angústia
No meu pecado de amar
No meu erro te sofrer
Em insistir no existir
Pensando só em mim
Sem medo de morrer.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Desconhecer
Fugir ou continuar?
Insistir ou fragmentar?
Perder ou acertar?
É medo? O que há?
Mão na mão
na
Boca na boca
Sentimento inanimado
Coração acelerado
Acontecimento inesperado
Amor calado?
Dia após dia
após
Noite após noite
Sofrimento intenso
Clima denso
Tempo extenso
Momento propenso?
Gota em gota
em
Vento em vento
Estação de clima inanimado, desconhecido, descontrolado.
Estado de espírito confuso, novo, desequilibrado.
Mão na noite após dia na boca de gota em gota, de vento em vento.
Insistir ou fragmentar?
Perder ou acertar?
É medo? O que há?
Mão na mão
na
Boca na boca
Sentimento inanimado
Coração acelerado
Acontecimento inesperado
Amor calado?
Dia após dia
após
Noite após noite
Sofrimento intenso
Clima denso
Tempo extenso
Momento propenso?
Gota em gota
em
Vento em vento
Estação de clima inanimado, desconhecido, descontrolado.
Estado de espírito confuso, novo, desequilibrado.
Mão na noite após dia na boca de gota em gota, de vento em vento.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Intravenal
Eu não quero me isolar
Eu quero as saudades
Eu quero a nostalgia
Eu quero me libertar.
Não quero mostrar o vazio que existe dentro de mim
O que me falta está dentro de você
Aqui dentro está sombrio
Eu só não quero que você me deixe ir.
O céu está tão tão cinza e frio
Eu não consigo me acalmar
Afogar minhas vontades, cadê você?
Eu falhei, eu sei que fui eu.
Gotas de um sentimento
inacabado, não lapidado, morto.
Paradoxo, um sangramento intravenal
Um amor morto.
Eu quero as saudades
Eu quero a nostalgia
Eu quero me libertar.
Não quero mostrar o vazio que existe dentro de mim
O que me falta está dentro de você
Aqui dentro está sombrio
Eu só não quero que você me deixe ir.
O céu está tão tão cinza e frio
Eu não consigo me acalmar
Afogar minhas vontades, cadê você?
Eu falhei, eu sei que fui eu.
Gotas de um sentimento
inacabado, não lapidado, morto.
Paradoxo, um sangramento intravenal
Um amor morto.
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