sábado, 11 de abril de 2009

A história da menina


Era uma vez uma menina. Que tinha sonhos, vontades e jeitos. Uma menina que almejava conquistas, que mudava de estilos. Que experimentava e ressurgia a cada dia, a cada novo desejo.
Ela já gostou de rosa, de preto, de músicas barulhentas e ruins. E hoje seus sonhos mais bonitos são violetas.
Os sonhos que ela achava distantes, hoje estão escritos em sua história e na palma de sua mão. Hoje seu mundo gira em torno de tudo que ela construiu. Com seu riso frouxo e lágrimas não-contidas. Com suas desavenças e explosões de humor. Com seus amores e desamores. Seu futuro está prestes a começar, em mais um sonho que, hoje, é apenas seu cotidiano próximo.
Ela era só uma menina. Ela ainda é uma menina. Mas ela conseguiu.
E ela sou eu.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Mudanças sempre por vir.

Os dias não estão mais tão desagradáveis. A vida parece tomar um novo rumo, um novo gás. Felicidade, talvez. Talvez ela esteja mais imune aos fatores externos que querem afetá-la. Mas não sei se eu tive participação em tal mudança. Não sei. Meus momentos são tão inertes ultimamente. E tantas mudanças estão sempre por vir que eu já cansei de esperar, já enjoei de ter que sempre viver na espera.

Meus pensamentos divagam sobre situações que nunca existiram, passo o dia inteiro alheia ao que se passa diante de meus olhos. As pessoas passam como brisas quentes, pouco notáveis. Eu sou pouco notável também, então estou quite com o mundo.

Vivo de um passado que não vivi e de outro que vivi.

De um futuro que quero muito viver.

E de um presente mórbido e linear demais pro meu coração tão carente de palpitações.

Enfim, vivo. Sem tristezas. Apenas com saudades de presente, de futuro. De gostos, sensações. Saudades de amor, de amizade. Saudades do novo que, embora velho, tinha cheiro de recém chegado todos os dias. Que me fazia pensar que cada dia valia a pena por mais previsível que ele fosse. Ah, que saudades dos meus amores.

terça-feira, 31 de março de 2009

Círculo vicioso de vícios não-viciantes.

"Pode parecer qualquer coisa ou não se parecer com nada. Mas sentir-se feliz com a vida não significa estar feliz a todo momento."

Acordo. O dia nasce quente, a solidão bate, não é bom ficar só. Embora seja necessário levantar, o dia não parece muito convidativo. Os minutos, poucos , passam rápido, e ficar mais alguns deles inerte no meio-sono pode causar consequências ruins. É melhor levantar. O Sol incide nas minhas pupilas, fotossensibilidade. Banho, vamos ver se nele meu corpo desperta para o novo dia tão igual. Rotina idêntica, robotizada. Clima desagradável. Tanto de temperatura quanto energeticamente. Tédio. Visto-me, como e saio. Rumo a um dia que já sei como vai ser.

Aqueles minutos que dissipavam-se com velocidade admirável, agora rastejam-se, parecem parados. Paro, penso. Continuo parada, continuo pensando. Não tenho como mudar isso. Então assisto à lenta passagem dos minutos, para que tornem-se horas passadas. E aguardo o fim de uma manhã interminável e inerte. Está na hora! Levanto-me, saio. Vou em busca do fim de mais um dia que recomeçará amanhã, no círculo vicioso no qual minha vida transformou-se. Adormeço.

segunda-feira, 23 de março de 2009

É igual nariz...

Ninguém é igual a ninguém. Todos somos iguais. Hã?! Como assim?! Somos iguais ou diferentes? Acho que somos iguais de jeito diferente.
Cada pessoa tem sua personalidade, opinião e estilo. Não se deve comparar. Não dá pra comparar. É como perguntar se Tom Jobim é melhor que Iron Maiden. São coisas diferentes, universos diferentes. E só é possível comparar semelhanças.
Ou seja, não dá pra comparar a menina extrovertida, baixinha de cabelo encaracolado com a alta, loira e sexy. Tem gente que prefere a baixinha, tem gente que prefere a gostosa. Mas elas são incomparáveis. As pessoas, ao definirem seus gostos, apenas estabelecem características prioritárias. Tipo: eu gosto de metal, fulano gosta de forró, a outra menina gosta de pop, um outro indivíduo gosta de axé e beltrano pode gostar de tudo! Nenhum é melhor que o outro. É tudo uma questão de ponto de vista. Gosto é igual nariz, cada um tem o seu.
Azul não é melhor que vermelho que não é melhor que amarelo. Não tem como comparar.
Mas sabe... Eu detesto amarelo!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Sexo, drogas e rock 'n' roll?

A vida dos jovens é tomada por um turbilhão de desejos, vontades e muitas vezes de oportunidades de realizar todas as loucuras que a explosão hormonal e energética do corpo quer fazer. Não é perigoso viver, perigoso é não saber viver. As famílias sempre acham que seus filhos são diferentes dos demais e julgam as pessoas que os cercam para a convivência com seus rebentos. Na verdade, isso na maioria das vezes é uma utopia que os pais alimentam. Deve confortar, né. Pensar que seus filhos estão só numa fase. Que eles são diferentes dos demais. Que eles são melhores que os demais jovens. Que aquela tal rebeldia é normal e vai passar. Muitas vezes, jovens que tomam a decisão de serem diferentes são diferentes por dentro e, por falta de orientação, tomam caminhos errados pra extravasar toda a sua personalidade transbordante. Jovens fazem sexo. Isso é fato. O que não dá é pra pra ignorar isso como se o seu filho sempre fosse ser o virgem da turma porque na sua frente ele é um anjo. Quanto mais o tratar assim, mais ele se sentirá retraído pra contar-lhe sobre experiências sexuais. Jovens sem orientação pessoal, solitários ou sem limites podem buscar nas drogas um refúgio ou uma nova experiência. Jovens não têm personalidade formada, não têm noção exata do mundo. Jovens estão em formação, precisam de apoio, companhia, atenção e orientação. Precisam de liberdade, com bom senso. Precisam quebrar a cara quando fizerem algo de que antes tenha sido avisado. Jovens não precisam viver numa bolha. E jovens não podem viver sem limites.