Faça de conta que você entende tudo o que eu digo.Faça de conta que você se importa com o que eu penso.Faça de conta e me faça acreditar que você lembra de mim.Faça de conta e brinque comigo, de um jeito menos cruel.Vamos brincar de inventar histórias de amor.Vamos brincar de acreditar que elas dão certo.Vamos brincar de não estar na vida real.Vamos brincar de estar tudo bem de novo.Se a gente sente coisas boas elas são para sempre?Quem pode destruí-las?Qual o efeito máximo de uma dor?O silêncio é o grito mais desesperado.Eu olho para o meu reflexo sem querer acreditar que ele está ali.Eu olho para o meu reflexo tentando entender se eu mereço tudo isso.Eu olho para o meu reflexo e paro por um instante.Eu olho para o meu reflexo e desisto de tentar entender.
Rostos nublados e enigmáticosMãos frias e preocupadasGargantas secasE uma vontade contida de gritar.Olhos vagos de pensamentosBocas vazias de palavrasMomento estáticoE um arrepio congelante pelo corpo.Talvez o último diaO último momento tenebrosoQuem sabe o que houve?Nem quem esteve lá se lembra.A lembrança repugnante atormentaOs espelhos parecem escutarTudo aquilo que se diz em pensamentoInvade espíritos e destrói sem falhar.
Não desistaNão se limiteFaça o que há para ser feitoQuebre o meu sorrisoDestrua meu pensamentoE faça, sem hesitar ou mentir, o que quiser.Viva sem mim, e me obrigue a fazer o mesmoMe mate de chorar, triplique a minha angústiaMas seja feliz.Desgoste seu passado, esqueça-o.Recomece, invente e sejaTudo aquilo que, mesmo sem saber, eu não te deixei ser.
Preste atenção na chuvaOuça o que ela tem a lhe dizerEscute a voz suave do ventoEntenda o que você tem a fazerA vida não é feita de fantasiasTudo tem seu preço para se realizarMas vale a pena mergulhar nas suas utopiasPara fugir da verdade que aí estáEscute o canto suave da chuvaAs gotas desenhando um leve pranto sobre vocêO vento grita tentando abrigar-seNada mais consegue do que se renderGotas de cristal, de prata que caem do céuUm paraíso intocável que parece irrealPosso ver no fundo da tua alma o gosto de felVejo que morres para fugir de todo o malNão temas! Entregue-se...Ao prazer e o pesarDe mergulhar nessa mistura doceDe vento de chuvaDe beleza e dúvidaDe sofrimento e mágoa De ar e águaDe real e sonhoDe vivo e mortoOs raios de luz que partem dos teus olhosMe acalmam numa doce angústiaNo meu pecado de amarNo meu erro te sofrerEm insistir no existirPensando só em mimSem medo de morrer.
Fugir ou continuar?Insistir ou fragmentar?Perder ou acertar?É medo? O que há?Mão na mãona Boca na bocaSentimento inanimadoCoração aceleradoAcontecimento inesperadoAmor calado?Dia após diaapós Noite após noiteSofrimento intensoClima densoTempo extensoMomento propenso?Gota em gotaem Vento em ventoEstação de clima inanimado, desconhecido, descontrolado.Estado de espírito confuso, novo, desequilibrado.Mão na noite após dia na boca de gota em gota, de vento em vento.