quinta-feira, 5 de agosto de 2010

1001

Penso que o tempo seja relativo,
assim como a distância.

De 1 quilômetro a 1000 quilômetros,
ou 1001, tanto faz.

O tempo passa quando não precisa,
e precisa quando não passa.

A distância é longa mesmo que curta,
mas é curta mesmo que longa.

E o amor é grande mesmo que longe, que perto, que demorado, que rápido.
Mesmo que tudo ou qualquer coisa, que sim ou que não, que vida ou morte.
Mesmo que 1000 ou 1 quilômetros, mesmo que 1001 quilômetros.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Relato de uma alma ofendida

Como compreender a mutabilidade humana? Como se adaptar? Como pensar em meio a tanta estagnação? Como proceder? Como evoluir? Como se pode ir adiante com tantos obstáculos humanos?

Eu também sou humana!

E para mim, extrapolou-se.

Não sei. Não aprendi. Não posso e não consigo compreender, suportar e infiltrar-me num meio tão intelectualmente inóspito. É contra os meus princípios de amor à vida e aos conhecimentos.

Tornou-se complicado demais. Boçalidade. Desrespeito. Escândalo. Falta. Falta de educação. Falta. Falta de raciocínio.

Cansei-me.

Cansei-me de pessoas pseudo. Pseudo-intelectuais. Pseudo-estudantes. Pseudo-conhecedores. Pseudo-sabedores. Pseudo. É pseudo demais. É falsidade demais. É tudo muito superficial. É personagem. É fazer da vida drama sem roteiro. É efemeridade. É passageiro. É bobo. Dispensável. É completamente ofensivo!

É ofensivo a quem pensa. É ofensivo a quem dá valor. É ofensivo a quem tem maturidade para. Para tudo. E não para. Não para para nada. É fácil. Assim tudo é fácil. Mas a pergunta é:

Não há outra possibilidade?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O que há

O que há aqui é beleza
A beleza de sentir
De poetizar o mundo
Os outros, o ser
É mais fácil embelezar
É mais fácil que entristecer
Sinto ao respirar
Que vivo
Agora
E sempre.

terça-feira, 23 de março de 2010

Lascívia

Em meio à libertinagem
A volúpia pela voz
Desejos transbordantes
Troca, arrepios, respiração

No ardor incandescente de sua circulação
Meu pulsar acelera
Como almas dependentes
Beijos, desejos, limites

O êxtase momentâneo
Acompanhado do silêncio do deleite
Os seduz loucamente
Eternos, ternos e completos.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Entrelaços

É como se estivesse gravado em mim
O seu gosto
O seu cheiro
A sua imagem, que me vem a todo momento
Envolta em lucidez ou delírios
Lá está você
Em mim, sempre
Como se nada no mundo mais fosse necessário
Eu desejo
Como um lobo
A tua boca
Tenho sede de ti
Um impulso incontrolável de te ter, possuir
Entre desejos ardentes, a chama inapagável
Te faço parte de mim
Dois corpos em um
Um único desejo
O amor
De dois
Únicos.